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Largo de São Mamede, nº 7  1250-236 Lisboa
Tel: 213 928 090 - Fax: 213 928 099 - info@f-saomamede.pt
Horário: Das 10:00  à
s 13:00 horas e das 14:00 às 18:00 horas

Património
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Desde edifícios pré-pombalinos aos moderníssimos imóveis de uma arquitectura de empresas que nos últimos anos avança para esta zona, muitos e diversos são os valores do património edificado da freguesia de S. Mamede.
Integrando o percurso romântico da cidade - a «Sétima Colina» que Lisboa 94 inventou, conservando o singular conjunto fabril e de habitação das Amoreiras, a freguesia de S. Mamede tem ainda para mostrar a surpreendente Rua do Salitre, o ambiente de início de século do bairro Barata Salgueiro ou os exemplos de Art Deco e modernismo radical nas Ruas Rodrigo da Fonseca e Nova de S. Mamede, entre outros aspectos igualmente significativos.


SÉTIMA COLINA


Objecto especial de intervenção urbana pela Lisboa 94, a «Sétima Colina» tem vindo a ser redescoberta pelos lisboetas em geral e, quem sabe, pelos próprios moradores da freguesia de S. Mamede. Do Largo do Rato ao Príncipe Real, torna-se agora mais evidente a riqueza urbana e arquitectónica desta via romântica, de que vamos descrever os principais edifícios, por ordem de antiguidade.


PALACETE CASTILHO – Início do século XVIII / Alterações no século XIX


Rua da Escola Politécnica, 38 - 46
A casa nobre, é um dos mais antigos edifícios desta zona. Dos quatro pisos que apresenta, só os dois primeiros serão do início do século XVIII, já que os outros dois devem ter sido acrescentados por iniciativa da família Castilho, que ali residiu até meados do século XIX.


REAL FABRICA DAS SEDAS - 1735-1741/Alterações em 1757


Rua Escola Politécnica, 219-289.
O edifício da Real Fabrica das Sedas, cuja fachada se desenvolve ao longo da rua por cerca de 110 m, é um dos mais representativos exemplares da arqueologia industrial portuguesa. A sua feição actual, com um corpo central saliente, encimado por frontão triangular com as armas de D. José I, é a que resultou das obras de alargamento da primitiva fábrica, ordenadas pelo Marquês de Pombal. Com a decadência da fábrica, a partir de 1835, as suas instalações tiveram inúmeras utilizações, de que se destacam um atelier de vitrais de Ricardo Leone e, na esquina para o Rato, uma antiga taberna, agora pastelaria que manteve os painéis decorativos de azulejos.


CHAFARIZ DO RATO -1752-1754



Largo do Rato.
De autoria atribuída a Carlos Mardel, o Chafariz do Rato foi colocado no lugar onde actualmente se encontra, por volta de 1794, permanecendo como elemento importante de identificação da praça, onde foi testemunho dos mais variados eventos. Recentemente restaurado.


PALÁCIO ALAGOAS - 1757-1762


Rua Escola Politécnica, 161-195.


Extenso edifício, com uma capela no topo, o chamado Palácio Alagoas foi construído por um homem de negócios, de nome José Francisco da Cruz, nobilitado com o apelido e armas de Alagoa, nos primeiros tempos pombalinos. Como demonstrou José Sarmento de Matos (A Sétima Colina, pp. 124-126), não se trata propriamente de um palácio, mas sim de um conjunto habitacional e de lojas comerciais, cuja justa posição e uniformidade decorativa dão uma ideia de unidade que, na realidade, não existe. No n.º 183, um arco dá acesso aos jardins e quinta anexa, onde existiu até cerca de 1850, a afamada «Floresta Egípcia».


PALÁCIO REBELO DE ANDRADE-SEIA - c. 1760




Rua Escola Politécnica, 141-147.

Notável exemplo da arquitectura residencial pombalina, o palácio que o burguês Rebelo de Andrade fez edificar cerca de 1760, e depois pertenceu ao Conde de Seia, serve hoje de sede à Universidade Aberta. Apesar das muitas transformações que sofreu ao longo dos anos, especialmente o acrescento de um piso superior, o Palácio Rebelo de Andrade apresenta quer na fachada, quer no interior, motivos suficientes para se ter justificado a sua classificação como Imóvel de Interesse Público, em 1971 (Decreto n.º 516, de 22-11-71).

PALÁCIO DOS MARQUESES DA PRAIA
- 1784 Largo do Rato, 2.



Enorme residência oitocentista, com dois pisos principais, fachadas simples em que predomina um geometrismo neoclássico, apenas quebrado pelo portal principal, sob um janelão com varanda. No inicio do século XIX, o palácio estava na posse dos marqueses de Viana, cujas festas sumptuosas deram brado em Lisboa e acabaram por os levar à falência, vindo o edifício a pertencer, depois de 1876, aos marqueses da Praia, na posse de quem esteve até 1974, altura em que foi adquirido pelo Partido Socialista. O palácio tinha sido alargado, em 1839, à custa da vizinha fabrica de louça, então extinta. O marquês de Viana mandou construir, nessa data, uma capela privativa, a capela de Nossa Senhora da Bonança, segundo projecto do arquitecto Manuel Joaquim de Sousa. É esta a célebre capela do Rato, onde decorreram acções de protesto contra a guerra colonial, nos anos 60.


PICADEIRO DO ANTIGO COLÉGIO DOS NOBRES - Último quartel do século XVIII


Rua Escola Politécnica, 60.
Actualmente Ginásio da Faculdade de Ciências.
Classificado como Imóvel de Interesse Publico (Decreto nº 95/78, de 12 de Setembro ).


PALÁCIO PALMELA
- Finais do século XVIII/Alterações em 1822 e 1922


Rua Escola Politécnica, 126-140.
Foi inicialmente a casa do arquitecto Manuel Caetano de Sousa, projectada por ele próprio. Passou depois a posse do riquíssimo conde da Póvoa que procedeu a obras de ampliação, transformando o relativamente modesto edifício numa enorme residência palaciana. Em meados do século XIX, veio a pertencer aos duques de Palmela que executaram novas alterações, destacando-se a intervenção feita em 1902 de que resultou o aspecto actual do palácio. São dessa data, as duas esculturas que ladeiam a porta principal. Da autoria de Calmels, observa-se, a esquerda, uma cariátide representando a «Força Moral» e, a direita, um atlante simbolizando o «Trabalho».
Actualmente, neste palácio está instalada a Procuradoria-Geral da Republica.


ESCOLA POLITÉCNICA - c. 1850-1878


Rua Escola Politécnica, 54-58.
Projecto do engenheiro J. F. Silva e Costa e arquitecto Pierre Joseph Pézerat. O imponente edifício neoclássico que deu o nome à rua e hoje alberga a Faculdade de Ciências, foi construído no local do antigo Colégio dos Nobres (1761-1837), destruído por um incêndio, em 1843. Este, por sua vez, tinha sucedido, naquele espaço, ao Noviciado da Companhia de Jesus (1619-1759).
Praticamente nada resta dessas construções, a não ser o aproveitamento de alguns materiais (cantarias e azulejos) e a forma como a planta interior da Escola Politécnica se organizou em torno do antigo claustro. De assinalar também que as duas colunas barrocas, que integram o pórtico monumental, são provenientes da igreja do Convento de S. Francisco, destruída pelo Terramoto.
A Faculdade de Ciências, que em 1911 substituiu a Escola Politécnica, integra os Museus de História Natural, de Ciência, Mineralógico e Geológico. Deve referir-se ainda o Observatório Astronómico do Monte Olivete, fundado em 1863.


CASAS DAS 11 PORTAS - 1858


Rua Escola Politécnica, 55-65.
Projecto atribuível a P. J. Pézerat (seg. Pedro Bebiano Braga, A Sétima Colina, pp. 114-115). Edifício sóbrio, ao gosto neoclássico, destinado a habitação e comércio, tal como o prédio vizinho (nºs 49-53). Observe-se o interior da Farmácia Albano (nºs 57-59), com mobiliário e decoração de finais do século XIX.

IGREJA DE S. MAMEDE - 1783-1861/ Restaurada em 1924


 



Largo de S. Mamede.
No seu aspecto actual, a igreja de S. Mamede é uma edificação recente (1924), com projecto do arquitecto Raul Martins, depois de um violento incêndio, em 1921, ter destruído o antigo templo, cuja construção demorara quase oitenta anos.
Assinalem-se, no interior, algumas imagens setecentistas, vindas de outros locais: Nossa Senhora da Conceição (Noviciado e Colégio dos Nobres), Nossa Senhora Mãe dos Homens (ermida no Vale do Pereiro), S. Sebastião (única imagem que veio de S. Mamede-Velho) e uma estatua de mármore, representando Nossa Senhora (Convento da Esperança).


PALACETE FONTALVA - 1863


Rua Escola Politécnica, 100.
Casarão com janelas neogóticas, foi mandado construir pelo comerciante António Lopes Ferreira dos Anjos.


PALACETE ANJOS - c. 1875


Praça do Príncipe Real, 20-21-22.
Mandado construir pelo capitalista Policarpo Ferreira dos Anjos, tendo as obras sido dirigidas pelo arquitecto e cenógrafo G. Cinatti.
Actualmente, instalações do Banco de Portugal que fez obras de adaptação desfazendo o interior.


JARDIM BOTÂNICO - 1873


Rua Escola politécnica, 54.
De excepcional interesse cientifico pela variedade e raridade das espécies botânicas, o jardim é um aprazível espaço verde, no centro da cidade, que importa preservar e valorizar.


PALACETE RlBEIRO DA CUNHA - 1877


Praça do Príncipe Real, 26.
Arquitecto Henrique Carlos Afonso. Notável exemplar de revivalismo neo-mourisco.


EDIFÍCIO GONZAGA RlBEIRO - c. 1882


Rua Escola Politécnica, 12-28.
A composição da fachada sugere a influencia de G. Cinatti.


IMPRENSA NACIONAL - 1903-1913




Rua Escola politécnica, 119-143.
O actual edifício da Imprensa Nacional foi construído no espaço ocupado pelo antigo Solar dos Soares e Noronha, em que se instalara a Impressão Régia, em 1769, e que foi demolido em 1895.


PAPELARIA FERNANDES - 1891/Alterações em 1917




Largo do Rato, 13.

Fachada com elementos Art Deco em ferro e vitrais.


CONJUNTO DE PRÉDIOS DE RENDIMENTO - Anos 20-30


Rua Nova de S. Mamede, 7 a 35; Rua do Salitre, 169 a 187.
Significativo conjunto de edifícios representativos da Art Deco e do Modernismo Radical, destacando-se na Rua Nova S. Mamede, o n.º 7, projecto da autoria de Cassiano Branco (1937).


AMOREIRAS (Troço Final do Aqueduto e Conjunto Fabril e Urbano)


O bairro industrial das Amoreiras, de fundação pombalina, implantado a nascente do troço final do Aqueduto das Aguas Livres, forma com este um importante conjunto que integra diversos imóveis classificados e justificou a delimitação de uma Zona Especial de protecção (Edital n.º 34/85) que abrange também edifícios das vizinhas Ruas de S. Filipe de Nery e Artilharia 1 (em parte).


AQUEDUTO DAS AGUAS LIVRES (TROÇO FINAL)
- 1731-1748




Praça das Amoreiras.

Monumento Nacional (Decreto de 16-6-1910). Projecto dos arquitectos Manuel da Maia e Custódio Vieira. Junto aos nove arcos da parte final do Aqueduto, podem observar-se três grandes painéis de azulejos do século XVIII, colocados num paredão voltado para a Rua das Amoreiras e que, por decisão muito discutível, foram retirados do seu lugar na Igreja de S. Lourenço de Carnide, cerca de 1950.


ARCO TRIUNFAL DO AQUEDUTO - 1748




Rua das Amoreiras.

Celebra a entrada das águas do Aqueduto na cidade. As inscrições que ostenta, datam de 1773 e substituem as originais, «censuradas» pelo Marquês de Pombal. Monumento Nacional (Decreto de 16-6-1910).



MÃE DE ÁGUA DAS AMOREIRAS - 1752-1834




Projectada pelo Arquitecto Hungaro Carlos Mardel, em 1752, a sua construção prolongou-se até 1834. Servia para receber e distribuir as águas do Aqueduto das Águas Livres, sendo um componente essencial do abastecimento de água à cidade de Lisboa. O depósito existente no seu interior tem capacidade de 5.500 metros cubicos. Na sua fachada ocidental, na Rua das Amoreiras, encontra-se a Casa do Registo, onde eram medidos os caudais de água que partiam, através de galerias subterraneas, para os chafarizes da cidade. Enorme paralelepípedo de pedra, com 37x33m e 17m de altura, a Mãe de Água ou Casa da Água é uma conjugação feliz da qualidade arquitectónica com a função utilitária. Actualmente este espaço é utilizado para realização de actividades culturais.
Monumento Nacional (Decreto de 16-6-1910).


MÓDULOS DO ANTIGO REAL COLÉGIO DAS MANUFACTURAS - Segunda metade do século XVIII


Travessa da Fabrica das Sedas, 35 a 49; Praça das Amoreiras, 50-52; Travessa da Fabrica dos Pentes e Travessa Légua da Póvoa.
Projecto atribuído a Carlos Mardel (1759).
Do complexo fabril pombalino, subsistem três módulos, um dos quais bastante adulterado. O Real Colégio das Manufacturas abrangia vários quarteirões, preenchidos por unidades modulares de dois pisos que funcionavam como oficinas-escola e habitações para os artesãos. O edifício melhor conservado é o da antiga Fábrica dos Pentes, recentemente classificado como Imóvel de Interesse Publico (Decreto n.º 45/93, de 30 de Novembro). Já antes, as dependências da Fábrica das Sedas tinham merecido idêntica classificação. (Decreto n.º 29/84, de 25 de Junho).


ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE MONSERRATE - 1768




Praça das Amoreiras.

Construída, no vão de um arco do Aqueduto, pela Irmandade dos Fabricantes da Seda, a ermida de Nossa Senhora de Monserrate apresenta, no seu interior, diversos motivos de interesse: painéis de azulejos da Fabrica do Rato, pintura de Pedro Alexandrino no tecto e a imagem de Nossa Senhora de Monserrate.


PÁTIO DO ALTO DE S. FRANCISCO - Finais do século XVIII - século XIX


Acesso pela Rua João Penha, ao lado do n.º 19.
Singular conjunto de habitação operaria. No n.º 3, datado de 1882, nasceu a pintora Vieira da Silva.


PALÁCIO GUIÕES - 1767


Rua S. Filipe de Nery, 78-82.
Fundado pelo desembargador Romão José da Rosa Guião, o palácio foi herdado pelos seus quatro filhos, todos desembargadores. Em meados do século XIX, deixou de pertencer aos Guiões e foi ali instalado o Colégio Luso-Britanico. Depois de 1910, restaurado e dividido em varias habitações, chegou aos nossos dias bastante alterado. De notável, apresenta cinco painéis de azulejos (século XVIII) no terraço voltado para os jardins, espaço que obras recentes não respeitam.


EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO UNIFAMILIAR - 1839 (n.º 70), 1880 (n.º 72)


Rua S. Filipe de Nery, 70-72.


CASA DE ALMADA NEGREIROS - Século XIX


Rua S. Filipe de Nery, 42.
Em vias de classificação como Imóvel de Interesse Publico, este edifício em que viveu Almada Negreiros.


PÁTIO DO MONTEIRO
- 1879


Travessa Légua da Póvoa, 1-13.
Embora abrangido pela ZPE do conjunto das Amoreiras, esta a sofrer obras de ampliação que pouco vão do deixar do original.


VILA BAGATELA - 1890


Travessa Légua da Póvoa, 15.
Condenada a mesma sorte do pátio do Monteiro, dela ficará a memória de um dos mais representativos conjuntos de habitação operaria.



INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO CIENTIFICA BENTO DA ROCHA CABRAL - 1925




Calçada Bento da Rocha Cabral, 14.

Edifício ecléctico, reedificado para instalação do instituto cientifico, fundado pelo benemérito Bento da Rocha Cabral.


BAIRRO POMBAL


Designação caída em desuso e que abrangia toda a encosta entre a Rua Escola Politécnica e Rua S. Bento, onde a partir de 1760 se empreendeu uma urbanização que se prolongou por todo o século XIX. O Bairro Pombal devia o seu nome, não ao Marquês como poderia supor-se, mas a um pombal existente na Quinta dos Noronhas que dominava visualmente a zona. Por comodidade de apresentação dos conjuntos de património edificado, recupera-se aqui essa antiga designação, incluindo até uma área que em rigor lhe não pertencia, ou seja a norte da Rua Imprensa Nacional (antiga Travessa do Pombal).


EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO OPERARIA - 1749


Rua Pedro de Freitas Branco, 1 e 17.
De um conjunto de dez moradias para operários da Fábrica das Sedas, restam duas com as suas características empenas em bico e janelas de guilhotina, sendo a sua importância mais histórica do que arquitectónica, já que se trata das residências operárias mais antigas de que há noticia em Lisboa.


EDIFÍCIO DE HABITAÇÃO - Século XVIII/Alterações no século XIX


Rua Arco a S. Mamede, 67; Rua Tenente Raul Cascais, 53.
Uma lapide na fachada indica a data de 1759. Outra, informa que ali residiu Gustavo Matos Sequeira, o laborioso olisipógrafo que começando por estudar a sua casa e a sua rua, acabou por estudar toda a zona ocidental da cidade, legando-nos uma obra (Depois do Terramoto), cuja minúcia permanece inultrapassável.


EDIFÍCIO DE HABITAÇÃO - século XVIII/Alterações século XIX


Calçada Engenheiro Miguel Pais.
Edifício com empena em bico. Na fachada, uma lapide de homenagem a actriz Maria Matos que ali nasceu, em 29-11-1886.


CHAFARIZ DO ARCO DE S. MAMEDE - 1805


PRÉDIO DE RENDIMENTO - 1865


Rua Gustavo Matos Sequeira, 18-36.
Edifício de 5 pisos, com mansardas. Apresenta, a revestir a fachada, raros azulejos de padrão azuis e amarelos, com cercadura.


CONJUNTO DE EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO - 1883


Rua Cecilio e Sousa, 83 e 85-89.
Bons exemplares de azulejaria de fachada.


EDIFÍCIO DA COMPANHIA DA ZAMBÉZIA - 1885


Rua Luís Fernandes, 5; Rua Monte Olivete, 10.


PALACETE DE LUÍS FERNANDES - INSTITUTO BRITÂNICO - 1899


Rua Luís Fernandes, 1 a 3.
Foi residência do capitalista brasileiro Luís Fernandes, benemérito do Turismo e dos Museus de Arte e conhecido como o «Menino de Oiro». Em 1925, estava na posse do celebre falsário Alves dos Reis e, em 1932, pertencia ao Banco de Portugal. O Instituto Britânico está ali instalado desde 1951.


CHALÉ - Início do secu1o XX


Rua Arco de S. Mamede, 6.
Com varandas de tipo colonial e jardim com palmeiras, algo degradado.


PRÉDIO DE RENDIMENTO - Início século XX


Rua Arco de S. Mamede, 22.
Ecléctico, com influências Arte Nova, é único nesta zona.


PRÉDIO DE RENDIMENTO - Anos 30


Rua Imprensa Nacional, 37-41.
Arquitecto Pardal Monteiro (?).


PRÉDIO DE RENDIMENTO - 1935


Rua Arco a S. Mamede, 93-95.
Arquitecto Cassiano Branco.


RUA DO SALITRE


Sinuosa, estreita e um pouco íngreme, a Rua do Salitre é das mais antigas da freguesia de S. Mamede. Ao longo desse caminho, que de Valverde vinha alcançar o Rato, foram-se sucedendo as construções, sobretudo a partir do século XVIII, apresentando hoje um repositório de estilos e épocas que justificam uma atenção demorada.


EDIFÍCIO DE HABITAÇÃO - século XVIII


Rua do Salitre, 168-176.
Um dos mais antigos edifícios da Rua do Salitre, actualmente em restauro. Destaca-se o portal, idêntico ao do n.º 148 na mesma rua.


EDIFÍCIO DE HABITAÇÃO - século XVIII


Rua do Salitre, 61-63.
Observem-se os painéis de azulejos setecentistas, no jardim.


INSTITUTO DE CULTURA ITALIANA - Finais do século XVIII


Rua do Salitre, 146.


EDIFÍCIO DE HABITAÇÃO - Finais do século XVIII


Rua do Salitre, 148-158.
De interesse arquitectónico, mas sobretudo histórico. Uma lápide, na fachada, explica: NESTA CASA, ÚLTIMA RESIDÊNCIA DE GOMES FREIRE DE ANDRADE SE REALISOU A SUA PRISÃO NA MADRUGADA DE 28 DE MAIO DE 1817.


EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO
- século XIX


Rua do Salitre, 118-120 e 122.
Bons exemplares de azulejaria de fachada e, principalmente, de gradeamentos artísticos em ferro.


CONJUNTO DE EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO - Meados do século XIX - Inicio do século XX


Rua do Salitre, 51 a 119.
Destaca-se um palacete (n.º 51), datado de 1870, e os edifícios n.ºs 117 e 119, da mesma época, mas com aplicações de azulejos Arte Nova.


CASA DO RlBATEJO - Segunda metade do século XIX


Rua do Salitre, 136.
Frontão triangular, ao gosto neoclássico. Originais varandas de ferro forjado.


EDIFÍCIO DE HABITAÇÃO UNIFAMILIAR - Segunda metade século XIX


Rua do Salitre, 167.
Moradia apalaçada, com torreão neo-gótico


PALÁCIO MAYER - 1899


Rua do Salitre, 1-5.
Arquitecto Nicola Bigaglia. Prémio Valmor, 1902.
Actual Embaixada de Espanha.


PARQUE MAYER (ENTRADA) E CINEMA CAPITÓLIO - 1931


Travessa do Salitre.
Arquitecto Cristino da Silva. O carácter inovador destas duas obras, de transição da Art Deco para o Modernismo Radical, justificou a sua classificação como Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 8/83, de 24 de Janeiro).


EDIFÍCIO DE HABITAÇÃO - c. 1941


Rua Vale Pereiro, 2, esquina com a Rua do Salitre.
Em 1952, foi aplicado na fachada um revestimento de azulejos e ornamentos cerâmicos, da autoria de Almada Negreiros.


BAIRRO BARATA SALGUEIRO


Pertence este bairro mais à freguesia do Corarão de Jesus do que a S. Mamede. Desenvolveu-se, a partir de 1880, a ilharga da Avenida e atingiu esta zona já nos primeiros anos do século XX, conservando-se especialmente na Rua Alexandre Herculano diversos edifícios dessa época, de inegável qualidade arquitectónica. Outros havia que não conseguiram resistir à invasão da arquitectura de empresas e foram demolidos inapelavelmente (caso recente do n.º 53 da Rua Alexandre Herculano, datado de 1903).


CASA DE VENTURA TERRA - 1902




Rua Alexandre Herculano, 57.

Arquitecto Ventura Terra. Prémio Valmor, 1903.
Valor Concelhio (Decreto n.º 8/83, de 24 de Janeiro).
Observem-se, na fachada, os frisos de azulejos com motivos Arte Nova.
 

SINAGOGA - 1902-1904


Rua Alexandre Herculano, 59.

Arquitecto Ventura Terra. A casa de culto da comunidade judaica foi denominada «Portas da Esperança» pelos seus fundadores e apresenta uma fachada muito sóbria, com elementos neo-românicos.


GARAGEM AUTO-PALACE - 1906/Restauro 1983




Rua Alexandre Herculano, 66-68.


Projecto do arquitecto Alexandre Soares; Construção pela firma Vieillard e Touzet. Os grandes vitrais que ornamentam os janelões superiores, estão assinados por C. Martins e datados de 1907. Motivos vegetalistas Arte Nova emolduram medalhões alusivos ao automobilismo. Tinha sido a Sociedade Portuguesa de Automóveis que mandou construir este original edifício.
Classificado como Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 29/84, de 25 de Junho)


CONJUNTO HABITACIONAL - 1907


Rua Braancamp, 84 e 88.
Arquitecto Álvaro Machado. Dois edifícios absolutamente iguais, separados pelo corredor de acesso às traseiras, revelam influências Arte Nova na ornamentação das fachadas.


EDIFÍCIO DA ASSOCIAÇÃO DE BENEFICÊNCIA DA FREGUESIA DE S. MAMEDE - 1914




Rua Alexandre Herculano, 61.

Edifício neo-românico, com painéis de azulejos e beirais salientes, algo «casa portuguesa» .
Dos edifícios que nas últimas décadas têm sido construídos nesta zona, salientam-se: Edifício Castil (Atelier Conceição e Silva, 1972): Edifício Simopre (Arqs. Carlos Roxo, Manuel Moreno e Jorge Silva, 1971-72) e Prémio Amarelo (Arq. Palma de Melo, 1984).


RUA RODRIGO DA FONSECA


Embora a rua estivesse aberta desde 1882, a maioria das construções só teve lugar nos anos 20-30 e, em poucos casos, já na década de 40. Assim, é possível observar um variado número de edifícios representativos quer da Art Deco, quer do Modernismo Radical que tornam esta rua, junto com o troco inicial da Rua Artilharia I e com o quarteirão da Rua Nova S. Mamede/Rua do Sa1itre (já referido), um espaço privilegiado para analise da arquitectura modernista em Lisboa.


EDIFÍCIO DE HABITAÇÃO - Início do século XX


Rua Rodrigo da Fonseca, 45-49.
Marcada influência Arte Nova, nas arcadas, nos ferros, nos vitrais.


PRÉDIO DE RENDIMENTO - Anos 20-30


Rua Rodrigo da Fonseca, 25-29.
Arquitecto Carlos Ramos (? ). Mosaicos Art Deco, na fachada.


CONJUNTO DE PRÉDIOS DE RENDIMENTO - Anos 20-30


Rua Rodrigo da Fonseca; Rua Artilharia 1; Rua Venceslau de Morais; Rua Joaquim António de Aguiar.
Cerca de 20 edifícios Art Deco e modernistas. Observe-se o interior do n.º 101 da Rua Rodrigo da Fonseca, a Farmácia Gomes, exemplo praticamente intacto de decoração Art Deco num estabelecimento.


INSTITUIÇÕES


Coroando a colina que desce sobre o declive do Salitre e a Avenida da Liberdade um conjunto de instituições culturais dividem-se entre a investigação e a diversão. Sob a influencia do Colégio dos Nobres e das Escolas Politécnicas - a Faculdade de Ciências, nas suas multifacetadas funções e equipamentos, segue as tradições pedagógicas das antigas instituições escolares. Claro que com métodos actuais. Ainda que a sede da Faculdade se encontre no Campo Grande aqui funcionam museus de carácter científico e o Jardim Botânico. Escreveu Alexandre Herculano, nas Lendas e Narrativas: «...lugares de honesto ou instrutivo recreio, como hortos botânicos e museus». Síntese perfeita entre o lazer e a instrução. Estes jardins, mesmo num sentido lato de parques naturais ou matas, têm como base, o experimentalismo, isto é, o estudo das espécies em habitates artificiais, mas com as condições aparentes dos naturais, acompanhados de museus anexos, laboratórios e bibliotecas de apoio. Este núcleo merece uma visita demorada.
Descendo a Rua da Alegria e Travessa do Salitre estamos à porta dum espaço notável de tradições e a merecer uma especial atenção - o Parque Mayer .
É de recordar que já o Salitre tivera, em 1770, um teatro que se destinava ao povo e à pequena burguesia e, onde se representaram farsas e comédias, entre elas as do Judeu.
Mais tarde, foi inaugurada, em 1790, pelo Príncipe D. João e Pina Manique, uma praça de touros, a primeira destinada ao público. Os lugares eram distribuídos segundo as classes.
Colada ao Parque Mayer está a revista. Nascida antes da sua construção (1851) no Teatro do Ginásio, logo segue para o parque, onde não faltaram os divertimentos, os petiscos e os espectáculos.
Com a Sociedade Avenida Parque é inaugurado o Teatro Maria Vitória, onde a revista morou.
Autor das principais estruturas arquitectónicas foi Cristino da Silva e espera-se que o futuro empreendimento para remodelação do Parque Mayer, respeite a entrada do parque, a fachada do Capitólio e o Café dos Artistas. Defende-se a existência de cafés, restaurantes, lojas, habitação, teatros, museus, bibliotecas, auditórios e tudo o que é normal desejar-se nestes casos. Discute-se o Parque Mayer. Discute-se a Avenida. Discute-se a Cidade.

 

BIBLIOTECAS


BIBLIOTECA DA FACULDADE DE CIÊNCIAS

Rua da Escola Politécnica


BIBLIOTECA DA IMPRENSA NACIONAL -CASA DA MOEDA -E. PÚBLICA
Rua da Escola Politécnica
Tel. 21 396 21 25


BIBLIOTECA DO INSTITUTO BRITÂNICO
Rua Luís Fernandes, 1


BIBLIOTECA DO INSTITUTO ITALIANO
Rua do Salitre, 146


BIBLIOTECA DA JUNTA DE FREGUESIA


Largo de S. Mamede, 7
Tel. 21 392 80 90
Horário: Das 10h às 16h


CINEMAS


CASTIL (FECHADO)
Rua Casti1ho, 39


CINE- TEATRO CAPITÓLIO (FECHADO)
Parque Mayer
Avenida da Liberdade


COLECTIVIDADES


ASSOCIAÇÃO ESCOLAR DE S. MAMEDE



Rua do Salitre, 192-1.0 Esq.
Rua Alexandre Herculano, 63
Tel. 21 388 47 33


ASSOCIAÇÃO LISBOA CANTAT
Rua do Salitre, 192-1º. Dtº


ASSOCIAÇÃO PEQUENOS CANTORES DE LISBOA

Rua do Salitre, 192-1º. Dtº
Tel. 21 386 60 71


MUSEUS


CASA MUSEU MESTRE JOÃO DA SILVA
Rua Tenente Raul Cascais, 11
Tels. 21 3961396


MUSEU DA AGUA MANUEL DA MAIA
MAE D' AGUA DAS AMOREIRAS
Praça das Amoreiras, 10 (ao Rato)


MUSEU BOCAGE
Rua da Escola Politécnica, 58
Tels. 21 396 97 84

MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA NATURAL

inclui:
Museu Mineralógico e Geológico
Museu Zoológico e Antropológico
Museu e Jardim Botânico
Rua da Escola Politécnica, 58
Tels. 21 390 48 05

MUSEU DE CIÊNCIA

inclui:
Oficinas Pedagogicas
Oficina de Astronomia
Planetário
Rua da Escola Politécnica, 58
Tels. 21 392 18 08


MUSEU DE PESOS E MEDIDAS


Rua da Escola Politécnica, 58

MUSEU VIEIRA DA SILVA



Antiga Fabrica das Sedas
Praça das Amoreiras, 56-58
Tels. 21 3880044/53


OUTRAS INSTITUIÇÕES



ASSOCIAÇÃO PROTECTORA DOS DIABÉTICOS DE PORTUGAL

Rua do Salitre, 118 e 120
Tels. 21 381 61 00 e 21 385 93 71


AUTOMÓVEL CLUBE DE PORTUGAL
Rua Rosa Araújo, 24/6
Tels. 21 318 01 00 e 21 318 02 02
Fax: 21 3180170


CASA MACAU
Rua Príncipe Real, 25-1º.
Tel. 21 346 95 96


CASA DO RIBATEJO
Rua do Salitre, 136-1º.
Tel. 21 388 13 84


IMPRENSA NACIONAL-CASA DA MOEDA (4-07-1972)
Rua da Escola Politécnica
Tel. 21 394 57 00 Biblioteca: 21 396 21 25
Pelo Decreto-Lei nº. 225/72, de 4 de Julho, dá-se a fusão da Imprensa Nacional com a Casa da Moeda e forma uma nova entidade - INCM.
A Imprensa Nacional localiza-se nesta freguesia (S. Mamede) e a Casa da Moeda encontra-se no Arco Cego. Assim, faremos só uma breve referência à Imprensa Nacional.
A Imprensa Nacional está na linha directa da Imprensa Régia, criada por alvará de D. José I, em 24 de Dezembro de 1768. Em 1820 chamar-se-á Imprensa Nacional; em 1823 passa a Régia Oficina Tipográfica; em 1833, definitivamente, Imprensa Nacional.
A Imprensa Nacional nasce pela iniciativa de Marquês de Pombal e integra-se no plano de reformas levadas a cabo pelo Marquês sob a influência do "Iluminismo" Europeu. Era imperioso ler e estudar por livros.
Com a República volta a dar-se uma profunda remodelação da Imprensa Nacional, com Luís Derouet. E é ainda este revisor que apoia e dá andamento às propostas para a reforma ortográfica de José António Dias Coelho. Em 1972 dá-se a última grande reforma que perdura até hoje.


INSTITUTO BRITÂNICO

Rua Luís Fernandes, 1
Tels . 21 321 45 00


INSTITUTO ITALIANO DE CULTURA EM PORTUGAL
Rua do Salitre, 146
Tels: 21 388 41 72 e 21 388 24 58 Fax: 21 385 71 17
Aqui funcionou o Teatro Estúdio do Salitre (1946-1950), grupo de teatro independente orientado por Gino Saviotti e Luís Francisco Rebelo, que apresentaram, na sua inauguração, o manifesto do Teatro Estúdio.


LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO
Rua Maestro Pedro de Freitas Branco, 26-A


PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA
Rua da Escola Politécnica
Tels. 21 392 19 00


TEATROS


TEATRO DO BAIRRO ALTO-(CORNUCÓPIA)

Rua Tenente Raul Cascais, 1-A
Tels. 21 396 15 15 Fax: 21 395 45 08

TEATRO DA POLITÉCNICA
Rua da Escola Politécnica
Tels. 21 343 03 27 Fax: 21 343 05 05


PARQUE MAYER
Avenida da Liberdade


TEATRO ABC (fechado)
Tels. 21 346 67 45 e 21 346 67 83


TEATRO MARIA VITÓRIA
Tels. 21 346 17 40 Fax: 21 347 85 86


TEATRO VARIEDADES (fechado)
Tels. 21 342 25 23 e 21 346 84 86


Texto retirado do Livro:
Pelas FREGUESIAS de LISBOA - DE CAMPO DE OURIQUE À AVENIDA
SANTO CONDESTÁVEL; SANTA ISABEL; SÃO MAMEDE; CORAÇÃO DE JESUS
Volume 3


Autores: Carlos Consiglieri, Filomena Ribeiro, José Manuel Vargas e Marília Abel
Biblioteca da Educação da C. M. L. de 1995



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Farmácia São Mamede

Aberto: Segunda a Domingo
R Escola Politécnica 82-B
1250-102 LISBOA
Telef: 213 960 280



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