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História da Freguesia
English Version

A antiga freguesia de S. Mamede que existiu, pelo menos desde 1190, na encosta do Castelo e cuja igreja paroquial ficava na actual Rua de S. Mamede, deixou de existir nesse território em 1769, sendo transferida para o Vale do Pereiro, onde lhe foi delimitado um novo território e teve nova sede paroquial, junto a Rua Nova de S. Mamede. E desta «nova» freguesia de S. Mamede que vamos tentar esboçar a historia que, como veremos, recua a épocas muito remotas.

DAS ORIGENS AOS TEMPOS MEDIEVAIS


O território que actualmente integra a freguesia de S. Mamede foi, certamente, povoado desde muito antes da fundação da Nacionalidade, embora não se conheçam vestígios arqueológicos que o comprovem, com excepção de uma lápide epigrafada, da época romana, que se encontrou na Rua da Escola politécnica.
Do período muçulmano terá ficado, segundo alguns autores, o topónimo Cotovia (do ár. Kotoubia, minarete) que foi usado ate ao século XVIII para designar a cumeada desde a Rua D. Pedro V até ao Largo do Rato.
Após a conquista de Lisboa, em 1147, ficou esta zona integrada na paroquia dos Mártires, mas só conhecemos documentos que directamente a assinalavam, a partir do século XIV.


As mais antigas referências conhecidas dizem respeito a vinhas na Cotovia e Vale do Pereiro, em 1337. Pertenciam ao Mosteiro de S. Vicente de Fora e sabe-se que o enfiteuta da vinha na Cotovia pagava de foro «um bom par de capões ou cinco soldos» (doc. de 1346) e que a vinha do Vale Pereiro rendia «dez libras de dinheiros portugueses, pagos pelo S. Martinho» (doc. de 1344). Voltamos a ter noticias desta zona, durante as guerras com Castela. Em 1363, quando o exército do rei Henrique de Castela pôs cerco a Lisboa, provocou devastações por estas bandas, depois de atravessar Valverde (O vale da Avenida) e se instalar no Convento de S. Francisco. Também em 1384, desta vez as hostes de D. João de Castela por aqui causaram estragos, como nos conta Fernão Lopes: «E chegou acerca dela a um alto monte, a que ora chamam Monte Olivete, e esteve ali grande parte do dia; e muitos dos seus andavam entretanto cortando arvores e vinhas e fazendo todo o dano que podiam». Refira-se que o nome de Monte Olivete só começou a ser usado no século XV , como se deduz das palavras do cronista, e que ali existia uma quinta, onde, em 1434, o rei D. Duarte se refugiou da peste que grassava na cidade (cf. Rui de Pina, Crónica de D. Duarte).

SÉCULO XVI: AS QUINTAS E O NOVICIADO DA COTOVIA


A Quinta do Monte Olivete, situada do lado direito do caminho da Cotovia, era de Fernão Teles de Meneses, em meados do século XVI. Do lado oposto ficava a Quinta de André Soares, cujos descendentes se uniram aos Noronhas e constituíram uma grande propriedade em toda a encosta até ao vale de S. Bento. O Caminho da Cotovia que passava entre aquelas duas quintas, desembocava num largo (depois chamado do Rato), onde convergiam outros caminhos: o do Salitre, o dos Olivais de S. Bento e o caminho para a Ribeira de Alcântara (Rua Sol ao Rato). Em 1557, foi criada a freguesia de Santa Catarina, com território destacado dos Mártires e, em 1567, a freguesia de S. José, separada de Santa Justa. Estas duas freguesias repartiam entre si o território da futura freguesia de S. Mamede, segundo uma linha divisória que seguia justamente o já referido caminho da Cotovia. A urbanização do Bairro Alto - Vila Nova de Andrade, iniciada em 1513, tinha proporcionado o desenvolvimento populacional dos arrabaldes da cidade, fora das Portas de Santa Catarina, e daí a criação de novas freguesias.


Ao findar o século XVI, procuravam os padres da Companhia de Jesus um lugar adequado para fundar um noviciado. Depois de ponderarem as vantagens e inconvenientes de uns vinte sítios, decidiram-se pelo Monte Olivete, uma propriedade que fazia parte do dote de Fernão Teles de Meneses deixada em 1598 e que reunia as condições desejadas: «Por ser o sitio muy saudável, de boas vistas e visinho de Sam Roque e da cidade, tendo poços de agoa e lugar largo pera casa e horta; e este lugar se chamava Monte Olivete, e por outro nome a Cotovia». Lançados os alicerces em 1603, os padres Jesuítas encarregaram o arquitecto Baltasar Alvares do projecto, em 1607, ficando as obras concluídas em 1616. Os primeiros noviços entraram em 1619 e ali continuou esta importante casa religiosa, com uma cerca enorme até ao Rato e Salitre, por muitos anos até à extinção da Companhia de Jesus, em 1759.

OS CONVENTOS SEISCENTISTAS


Contando com o Noviciado da Cotovia, foram cinco as casas conventuais que se estabeleceram nesta área, durante o século XVII e inicio do século XVIII. Antes de 1611, D. Jorge de Ataide, Conde da Castanheira, fez doação da sua propriedade acima de Valverde, chamada a Horta da Palmeira (Rua Salitre), aos frades Cartuxos para ali fundarem um hospício. A circunstancia de existirem ali nitreiras que os frades trataram de explorar deu ao sitio o nome de Salitre. O Convento do Rato, fora dos limites de S. Mamede, mas com inegável influencia no s eu dinamismo urbano, foi fundado em 1614, como vimos a propósito da freguesia de Santa Isabel.
Em data que não podemos precisar, mas seguramente antes de 1710, vieram estabelecer o seu convento os Padres da Congregação de Oratório de S. Filipe de Nery, também chamados Padres Quentais. As suas casas e propriedade foram, depois de 1755, a Quinta e pátio do Geraldes e resistiram até 1936, quando foi urbanizado o quarteirão entre a Rua Castilho e Rua Rodrigo da Fonseca. O outro convento foi o de Nossa Senhora da Conceição dos Cardais, hoje fora dos limites da freguesia, que data de 1681-1703.


O AQUEDUTO E A FABRICA DAS SEDAS

 
O século XVIII veio trazer grandes transformações a S. Mamede, ainda antes do terramoto de 1755. Por volta de 1720, começaram a ser construídas casas no Largo do Rato, em terrenos aforados pelas freiras trinas do vizinho convento. No limite oposto da freguesia (hoje Praça do Príncipe Real), tiveram inicio, em 1728, as obras do palácio do Conde de Tarouca, nunca concluídas e sobre cujos alicerces se edificou a Basílica Patriarcal, inaugurada em 1756. Uma das mais imponentes obras joaninas, o Aqueduto das Águas Livres, estava então a ser construído (1713-1748), terminando como se sabe na freguesia de S. Mamede. Em 30 de Outubro de 1744, a água correu pela primeira vez num improvisado tanque no Rato, tendo-se juntado cerca de seis mil pessoas para assistir ao memorável acontecimento. Em 1748, foi erguido um arco triunfal para celebrar o «ingresso das águas na cidade» - o Arco das Amoreiras. A Mãe-de-Agua, iniciada em 1744 só ficou concluída em 1834 e ainda teve obras em 1859. Quanto ao Chafariz do Rato (1753-1754), obra atribuída a Carlos Mardel, está no lugar actual desde 1794.


Em terrenos da Quinta de D. Rodrigo de Noronha, perto do Rato, instalou-se em 1738 a Fábrica das Sedas, fundada pelo francês Robert Godin e que teve as suas primeiras insta1ações na Fonte Santa (1734) e Rua de S. Bento (1737). Inaugurada em 1741, a nova fábrica contava em 1744 com 28 oficiais e 70 aprendizes. Para que os tecelões se não distraíssem com o movimento na Rua da Cotovia e Largo do Rato, foram colocados tabiques defronte das janelas. No edifício, o proprietário mandou insta1ar um talho e uma padaria e, em 1749, foi construído um bairro operário de que restam duas moradias na Rua Maestro Pedro de Freitas Branco. Em 1750, o Estado apropriou-se da fabrica, por insolvência de Robert Godin. Importa agora referir que, em 1741, tinha sido criada a freguesia de Santa Isabel que ficou a abranger praticamente todo o território da futura freguesia de S. Mamede, com excepção de duas parcelas que estavam nos limites de S. José e S. Sebastião da Pedreira.

DEPOIS DO TERRAMOTO


Com o Terramoto de 1755 «desabou sobre o Rato uma mu1tidão de foragidos» (Gustavo Matos Sequeira, Depois do Terramoto, vol. III, p. 383). Rapidamente se formou um enorme acampamento, com tendas e barracas improvisadas que abrigavam milhares de pessoas. De um dia para o outro, surgiu todo o género de comercio: mercados de hortaliças, açougues, capelistas, ourives e muitos outros negociantes. Algumas das barracas eram luxuosas, como a do Marques do Louriçal que custara uns trinta ou quarenta mil cruzados e parecia um palácio, ou a do Desembargo do Paço, em tabique pintado.


No inicio de 1756, só na Quinta de D. Helena (próximo da actual Rua S. Filipe Nery) havia mais de 200 barracas de pano e tabique. O pároco de Santa Isabel, em 1757, ainda assinalava 5249 refugiados. Entretanto, permaneciam os regimentos vindos da província, a mando do Marques de Pombal, para impor a ordem e evitar roubos. Estavam instalados no Abarracamento de Vale Pereiro, o regimento de Olivença, e no Abarracamento de Peniche (ao Príncipe Real), o regimento dessa vila. Na Quinta dos Padres do Oratório funcionava o Tribunal do Senado da Câmara, enquanto na Fábrica das Sedas estava o Tribunal da Relação Patriarcal. Missas, sermões, penitências, procissões quase diárias, tudo havia no acampamento, qual «nova cidade improvisada que custou a ter fim» (Gustavo Matos Sequeira, op. cit., vol. IV, p. 274).


Em 1759, segundo plano de Carlos Mardel, começou a urbanização daquele espaço a poente dos arcos do Aqueduto, constituindo-se um bairro industrial, o Bairro dos Fabricantes. Além das várias unidades fabris e das habitações operarias, formou-se um verdadeiro núcleo de formação profissional, o Real Colégio das Manufacturas. A Real Fábrica das Sedas, criada em 1757 pelo Marquês de Pombal passou a dispor de outro amplo edifício no Bairro dos Fabricantes, onde em 1764 se instalou a Fábrica dos Pentes e em 1765, a Fábrica dos Relógios, havendo também outras manufacturas como chapéus, botões, cutelarias, lacres, vernizes, etc. A Fábrica de Louça do Rato foi fundada em 1767, entre o bairro e o Largo do Rato. A Irmandade dos Fabricantes de Seda mandou construir a ermida de Nossa Senhora de Monserrate, no vão de um arco do Aqueduto, em 1768. Três anos depois procedeu-se a arborização do largo com amoreiras, que deram o nome à praça, e ao sítio.
Outra importante iniciativa do Marquês de Pombal foi a criação do Colégio dos Nobres, em 1761. O edifício que serviu para a sua instalação foi o Noviciado da Cotovia, disponível desde a expulsão dos Jesuítas em 1759. Foi necessário reparar os estragos do Terramoto e adequar o espaço às novas funções, sendo Carlos Mardel encarregado dessa modernização. A Basílica Patriarcal que, como já vimos, tinha sido inaugurada em 1756, foi destruída por um incêndio em 1769. Tinha sido fogo posto e encontrou-se o culpado, um tal Alexandre Vicente que foi supliciado no local do crime (garrotado e queimado vivo). Ao sitio, passou a chamar-se a Patriarcal Queimada.


As novas edificações sucediam-se, promovidas pelo Estado ou por particulares, sendo nesta zona que a burguesia pombalina mandou edificar os seus palácios: o Palácio Alagoas (1757-1762), da família Cruz-Alagoa; o Palácio Ceia (c.1760), construído por Rebelo de Andrade; o Palácio dos Guiões (1767), do desembargador Romão José da Rosa Guião. As casas nobres dos Noronhas foram adaptadas para a instalação, em 1768, da Régia Oficina Tipográfica, depois designada Imprensa Nacional (1833).


A CRIAÇÃO DA FREGUESIA


Por carta régia, de 18 de Dezembro de 1769, foi a paróquia de S. Mamede transferida para o seu novo distrito, ficando como sede provisória a ermida de Nossa Senhora Mãe dos Homens (fund. 1749), em Vale do Pereiro (na confluência das actuais Rua Braamcamp e Rua Alexandre Herculano ).
A remodelação das freguesias de Lisboa, oficializada em l770, fez uma primeira delimitação do território de S. Mamede, que foi alterada em 1780, ficando então com os limites que actualmente mantém, aproximadamente. Parece-nos interessante transcrever o documento de demarcação em 1780:
«Terá principio o destricto desta Paroquia, transmutada para o sítio do Rato, na Esquina Occidental da Calçada das Flores que desce à Praça da Alegria, caminhando pelo lado direito para o Real Colégio dos Nobres; e descendo pela Rua de S. Marçal, voltará pela Travessa de Santo António, Travessa do Arco até sair na Rua de S. Bento; e desta, levando todo o lado Oriental, voltará por ambos os lados até à Praça do Rato, Convento das Religiosas Trinas de Campolide, sobirá pela Estrada que vai a S. João dos Bem Casados; e seguindo a mesma até à que volta para Campolide, sómente da parte Oriental desta, discorrerá pelo lado Meridional de outra que vem sahir a Val de Pereiro; passando junto do Abarracamento deste sítio, irá buscar a Rua do Salitre, e continuará pela nova Rua que sahe defronte das Casas dos herdeiros de José Francisco da Cruz, donde voltará para o Real Colégio dos Nobres, onde acabará a sua circunferência».
No território assim definido, moravam nesse ano de 1780, 3786 pessoas em 749 fogos.
Em 1782 começou a ser construída a nova igreja, para onde passou a sede paroquial em 1783, mas cujas obras se prolongaram por muito tempo.
Nesse período, foram construídos mais alguns palácios, como por exemplo o Palácio Praia (1784) e o Palácio Palmela (1792), mas a grande novidade urbanística nesta zona foi, sem duvida o Bairro da Cotovia ou do Pombal, edificado por iniciativa de uma «Companhia Reedificadora», a partir de 1760 na encosta poente da antiga estrada da Cotovia até à Rua de S. Bento e entre a Patriarcal Queimada e o Solar dos Noronhas (em que existia um pombal que deu nome ao sítio).
Este foco de urbanização contribuiu largamente para o aumento populacional que se observava em 1798. A freguesia de S. Mamede contava agora 1182 fogos e cerca de 6370 habitantes.


S. MAMEDE NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XIX


Depois de um movimentado século XVIII, a freguesia de S. Mamede conheceu um período de alguma estagnação até meados do século XIX.


Através de uma cronologia, podem evidenciar-se os acontecimentos mais significativos na primeira metade do século XIX:
1801 - popu1ação: 6.370; Fogos: 1.187.
1805 - Construído o Arco de S. Mamede.
1810 - No pátio do Gil (Rua de S. Bento), nasce Alexandre Herculano.
1817 - Preso Gomes Freire de Andrade na sua casa da Rua Salitre.
1820 - População: 5.200; Fogos: 1.208.
1822-42 - Obras de remodelação do Palácio Palmela.
1825 - Lançados os caboucos do Erário Novo, na Patriarcal Queimada.
1833 - Popu1ação: 5.360; Fogos: 1.224.
1835 - Acabou a Fábrica de Louça do Rato.
1837 - Extinção do Colegio dos Nobres e criação da Esco1a Politécnica.
1839 - Capela de Nossa Senhora da Bonança (capela do Rato).
1840 - Popu1ação: 3.946; Fogos: 1.035.
1843 - Incêndio no Colegio dos Nobres.


S. MAMEDE DURANTE A REGENERAÇÃO


Embora de forma menos evidente que noutras zonas da cidade, também em S. Mamede se notou a dinâmica económica e urbana que a estabi1idade conseguida com a Regeneração possibilitou a partir de 1851.
A história urbana da freguesia nesse período pode esboçar-se através de um quadro cronológico:
1851     - Feira das Amoreiras.
1853     - Colegio Luso-Britânico (Palácio dos Guiões).
1855     - Botequim de Domingos Martins (Flor do Rato ).
1860     - Inaugurada a carreira de Omnibus Rato-Santa Apolónia.
1861     - Aberta ao culto a Igreja de S. Mamede.
1863     - Observatório Astronómico do Monte Olivete.
  - Palacete Fontalva.
  - Reservatório de água da Patriarcal.
1864     - População: 4.922; Fogos: 1.331.
1867     - Esquadra da Polícia, no Rato.
1873     - Jardim Botânico.
1877     - Palácio Ribeiro da Cunha.
1878     - População: 6.268.
  - Conclusão das obras na Escola Politécnica.
1879     - Pátio do Monteiro.
1880-96 - Teatro do Rato.
1890     - População: 7.789; Fogos: 1.663.
    - Vila Bagatela.
1897     - Incêndio na Real Fabrica das Sedas (Rato).
1899     - Palácio Mayer.
1900     - População: 8.102; Fogos: 1.719.


S. MAMEDE DO PRINCÍPIO DO SÉCULO AOS NOSSOS DIAS


À entrada do século XX, a freguesia de S. Mamede via desaparecer rapidamente o que restava das quintas a norte do seu território.
Com a abertura da Rua Alexandre Hercu1ano, Rua Casti1ho, Rua Rodrigo da Fonseca, desapareciam as azinhagas de Vale Pereiro e de Lázaro Verde e os arrabaldes rústicos de há pouco, eram preenchidos por palacetes e moradias ao gosto ecléctico de fim de sécu1o, como por exemplo: Casa Ventura Terra (1902), Sinagoga (1902-1904), edifícios geminados da Rua Braamcamp, 84 e 88 (1907) ou a Garagem Auto-Palace (1906), com elementos Arte Nova.
Em 1921, um incêndio destruiu completamente a igreja de S. Mamede, logo reconstruída e reaberta ao culto em 1924.
O Instituto de Investigação Científica Bento da Rocha Cabral, data de 1925. O Mercado 1º de Dezembro (ao Rato) foi inaugurado em 1927. Quanto ao Parque Mayer tinha sido inaugurado em 1922.
Entre 1930-1940 foi aberta a Rua de Artilharia Um, substituindo a velha estrada de Entremuros. Na mesma altura procedia-se a modificações na Praça do Brasil (Largo do Rato) e construiu-se o conjunto de edifícios «Art Deco» e modernismo radical no quarteirão entre a Rua Nova de S. Mamede e Rua do Salitre. Com a remodelação administrativa de 1959, a freguesia ficou com os limites que mantém actualmente e desde os anos 60-70 que a terciarização avança imparavelmente. Nos últimos anos, assiste-se à instalação de edifícios que requerem localização de prestígio por parte de bancos, hotéis, companhias multinacionais que estão a modificar radicalmente a face da freguesia.


A terminar, vejamos o que tem sido a evolução demográfica neste século:
ANO             POP. RESIDENTE
1911             08.659
1920             08.207
1930             09.204
1940             14.875
1950             17.100
1960             13.888
1970             10.245
1981             10.268
1991             07.457
2001            06.100


Texto retirado do Livro:
Pelas FREGUESIAS de LISBOA - DE CAMPO DE OURIQUE À AVENIDA
SANTO CONDESTÁVEL; SANTA ISABEL; SÃO MAMEDE; CORAÇÃO DE JESUS
Volume 3
Autores: Carlos Consiglieri, Filomena Ribeiro, José Manuel Vargas e Marília Abel
Biblioteca da Educação da C. M. L. de 1995


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